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Florianópolis, capital do turismo no Mercosul
Cercada de praias exuberantes e com atrações para todos os gostos. Assim é Florianópolis, auto-intitulada "capital do turismo no Mercosul". Com o passar dos anos, a cidade vem atraindo cada vez mais turistas, tanto brasileiros como sul-americanos, sobretudo argentinos. Por isso não se espante ao ver várias placas e cardápios bilíngües.
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Paraíso urbano
Localizada parte em uma ilha e parte no continente, a beleza natural de Florianópolis e a excelente qualidade de vida são motivos mais do que suficientes para atrair muitos moradores que tentam fugir dos grandes centros brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Afinal, o que de melhor pode existir no país que uma cidade com temperatura média anual de 20 °C, trânsito bom (com exceção da alta temporada de férias), praias maravilhosas, bela arquitetura, com construções em estilo colonial, e pouco mais de 250 mil habitantes?
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O que ver e fazer
Ponte Hercílio Luz: Famoso símbolo da cidade de Florianópolis, essa ponte já foi o único elo de ligação entre a ilha e o continente. Com 819 metros de extensão e duas torres de 75 metros de altura, é uma das maiores pontes pênseis do mundo, construída entre 1922 e 1926. Hoje ela está fechada aos carros e pedestres, mas vale a pena ser vista.
Lagoa da Conceição: Um dos lugares mais badalados da Ilha de Florianópolis, principalmente à noite, é toda rodeada por construções coloniais. Já as dunas que cercam a lagoa são ótimas para o surfe na areia, conhecido também como sand-board (há pranchas específicas que podem ser alugadas no próprio local). Existem vários restaurantes com vista para o mar, para a lagoa e para as dunas, indicados aos que querem relaxar e apreciar a paisagem.
Mercado Público: Esse prédio de estilo açoriano (1898) tem 119 lojas que vendem desde peixes até artesanatos. Existem também alguns bares transformados em pontos de encontro no final de tarde.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição: Essa igreja com mais de 240 anos é um exemplo da arquitetura colonial portuguesa. Fica junto ao morro da Lagoa da Conceição.
Palácio Cruz e Souza: O palácio já foi residência e local de trabalho dos presidentes da província e mais tarde dos governadores até 1954. Hoje, abriga o Museu Histórico de Santa Catarina, com vários documentos e objetos relacionados ao Estado. Seu interior é todo revestido de mármore e decorado com móveis do século 18 e 19.
Ribeirão da Ilha: Antiga vila açoriana que conserva construções típicas luso-brasileiras. Fica no setor sudoeste da ilha.
Ilha do Campeche: Próxima ao setor sudeste da ilha, possui inscrições rupestres e dez sítios arqueológicos acessíveis por trilhas.
Museu de Arte de Santa Catarina: Com acervo especializado em arte moderna e contemporânea, possui obras de Di Cavancanti, Portinari e Djanira, entre outros.
Forte de Santa Cruz de Anhatomirim: Possui aquário marinho e exposição de fotos. Veja o pórtico de entrada, que possui influência oriental, e o Quartel da Tropa.
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Culinária
Como a costa de Santa Catarina é um dos melhores locais de pesca de todo o país, a cozinha regional é especializada em frutos do mar. As lagostas e crustáceos preparados na brasa ou como moqueca são particularmente deliciosos.
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O que comprar
Na Casa da Alfândega (Largo da Alfândega) são vendidos vários tipos de artesanato em cerâmica e palha e também as delicadas rendas de bilro. Aos domingos à tarde acontece no calçadão da Beira-Mar a Feirarte, que vende de artesanato até deliciosos bolos e doces. A Avenida das Rendeiras é famosa por suas blusas, toalhas, cortinas e confecções de renda. Não volte sem comprar algumas camisetas de malha, elas são muito baratas por lá, sendo uma ótima opção de presente para os amigos e família.
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Dicas
Quando ir: Florianópolis costuma ser bem quente durante o verão (descontando as frentes frias que chegam do Pólo Sul sem aviso). Geralmente a cada três ou quatro dias de sol surge um dia feio para estragar a festa dos turistas. No inverno não adianta, é frio mesmo. Uma das melhores épocas é em março, quando a temporada já acabou (e o trânsito também) e há menos gente passeando pela ilha.
O que levar: Não esqueça do velho kit de praia: protetor solar, creme hidratante, maiô, tênis para caminhada, boné ou chapéu.
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História e cultura
Tupis - Os primeiros habitantes da Ilha de Santa Catarina foram os índios tupis-guaranis. Eles ocupavam a maior parte do litoral do Estado, apelidados de carijós pelos europeus. Nomes de algumas regiões florianopolitanas, como Pirajubaé, Itaguaçu, Anhatomirim, são referenciais históricos deixados pelos índios.
Bandeirante e piratas - Em Florianópolis, os primeiros colonizadores desertaram de algumas expedições marítimas. Mas a fundação da cidade só aconteceu em 1675, quando chegou à ilha o bandeirante Francisco Dias Velho. Natural de Santos (SP), foi desbravador dessa terra cobiçada por piratas. Ordenou a construção de uma pequena igreja onde hoje está a Catedral de Florianópolis e escolheu a melhor região para a vila ser construída, iniciando a edificação de casas e o plantio. Certo dia expulsou corsários de um navio vindo do Peru e ficou com o seu carregamento de prata. Um ano depois, os piratas vingaram-se: violaram as três filhas virgens de Dias Velho e o mataram.
Invasão açoriana - A ilha ficou abandonada por alguns anos, mas a necessidade de povoamento para garantir sua posse fez com que os portugueses se movimentassem. À época, o nome do povoado era Nossa Senhora do Desterro e eram 27 as casas que o compunham. Só foi elevada à condição de freguesia em 1714; e à vila, em 1726. A situação só mudou mesmo cerca de 20 anos depois, com a chegada dos colonizadores açorianos. Após abalos sísmicos em suas ilhas no Arquipélago dos Açores, possessão portuguesa, 5 mil imigrantes decidiram colonizar a ilha catarinense entre os anos de 1747 e 1756.
Agricultura e caça às baleias - Como o acesso ao interior da ilha era difícil, o centro urbano se desenvolveu junto à parte próxima ao continente. Os imigrantes começaram a incrementar a agricultura, principalmente com o plantio da mandioca. Já na segunda metade do século 18, foi autorizada a caça às baleias, impulsionando a infra-estrutura local, já que era necessário abastecer de água e alimentos os baleeiros que aportavam. No século 19, o poder dos militares na região começa a diminuir e tem início a fase próspera dos comerciantes, em sua maioria, donos de embarcações. Pólo turístico Hoje, a cidade oferece um dos melhores índices de qualidade de vida do Brasil, fato demonstrado em vários indicadores sociais, e é região muito procurada para o turismo. Basta dizer que durante a alta temporada a população, de pouco mais de 250 mil habitantes, triplica.
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Ficha técnica
População: 280 mil habitantes.
Área: 436,5 km².
Voltagem: 220 volts.
Código telefônico: 48. Para ligar de fora da cidade, disque o prefixo de DDD (0), o código da operadora (XX), o código de Florianópolis (48) mais o número do telefone local.
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